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A morte do Animax como nós conhecemos

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

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A maioria que gosta de animação japonesa já deve ter visto que o Animax oficialmente jogou os animes para escanteio. Quando escrevi o primeiro “Opinião” sobre a derrota dos otakus, falei que a derrota do otaku, fã desse tipo de série, que consome produtos ilegais como DVDs piratas em lojas e eventos ou baixando-os na internet, não acrescenta em nada como público interessante comercialmente. Porém, a culpa não fica só exclusiva aos otakus, mas também às empresas que administram mal seus canais.

O Animax está sofrendo do mesmo mal que o canal Boomerang sofreu há alguns anos, por não ter emplacado no Brasil, como um canal voltado a desenhos antigos, estes limados da programação da Cartoon Network e que estavam à espera de uma nova chance. O canal, mesmo que excelente em seu acervo, tinha uma programação confusa, tinha o conceito de não ter intervalos e tinha campanhas fantásticas pro público adulto que era criança quando foram feitos aqueles desenhos. O resultado foi um fracasso; o canal teve que ser repaginado, deixando inclusive de passar desenhos, inserindo em sua programação séries australianas, americanas e até mexicanas, tornando-se mais próximo do público que assiste canais como Disney Channel e Nickelodeon. O que aconteceu? Não preciso comentar que Boomerang saiu do vermelho, deu certo e, até pouco tempo, Rebeldes (exibido anteriormente no SBT) era o programa mais assistido do canal.

Com certeza os fãs de Boomerang se revoltaram, porém o canal afirmou que colocaria seus desenhos antigos de madrugada e, na teoria, problema resolvido. A questão do Animax é mais delicada, porque o Animax veio ocupando lugar de um canal trash, porém excelente, como Locomotion, que dosava animações do mundo inteiro, passando animações dos anos 80 como He-Man, She-Ra e G-Force e, à noite, animes como Neon Genesis Evangelion, Caçadores de Elfa e Bubblegum Crisis: Tokyo 2040.

O primeiro ano do Animax veio com alegria para os fãs, porque era um canal japonês de animes e bom, parecia que ganharíamos um canal de “anime” de verdade. Porém, o buraco é mais embaixo: tínhamos uma grife japonesa, sim, porém comandada pelas mesmas pessoas do Sony Television e AXN. O que isso significa? Públicos e experiência totalmente diferentes, o que com certeza foi um pesadelo pra eles. Pode ver que toda “solução” desesperada pra eles são coisas que passam ou têm cara dos outros dois canais. Faltou pesquisa, faltou personalização, faltou um monte de coisas que o Animax não fez e morreu na praia amargando com campanhas de humor bem duvidoso.

Se, por um lado, empresas como a Editora JBC anunciavam apoio ao estúdio Álamo para a adaptação de animes para o canal, o que dava confiança do publico brasileiro pelo canal, por outro lado tínhamos uma falta de experiência e falta de tropeços, que marcaram esses três anos de Animax.


Você reconhece esse Animax aí de cima? Eu não!

Vamos analisar alguns problemas do Animax:

1. Falta de animes clássicos famosos no Brasil

Um dos problemas do Animax “latino” foi a ausência de animes antigos que passaram pelas emissoras daqui. Animes como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Samurai Warriors e Shurato faltaram, e o pior: se você assiste o Animax japonês, sabe que ele principalmente é focado nisso.

Animes desse porte podem atrair, sim, um público maior para o canal, porém, ao invés disso, optaram só comprar de forma bem bagunçada os animes de sua programação.

E títulos como Bleach e Death Note, mesmo sendo fortes no exterior, no Brasil não são porque não passam na TV aberta. O bom seria se, no caso, eles fizessem algo ao estilo do Animax espanhol, que comprou Naruto: Shippūden, porque o Jetix por lá não quis a série, já que Naruto não teve um bom desempenho por lá.

2. A Falta de animes “shōjo”

Se você vir o Animax de qualquer país, o canal passa produções pro público feminino e, bom, só ver nas bancas brasileiras que tem um público fiel de shōjo, além de o crescimento dos leitores de mangá se dever às garotas. Pois bem, parece que o canal não sabia disso ou não queria saber, pois não tinha nada voltado pra elas.

3. Animax é um canal pra quem?

Se você olhar a sua TV a cabo hoje, vai perceber que o Animax não está perto dos canais infantis como Nick, Disney Channel, Cartoon Network ou Boomerang, porque ele passava desenhos adultos.

Pois bem, não seria melhor focar num público de crianças e adolescentes, tendo um canal “infantil” próximo aos demais? Por que investir em besteiras como bloco Lollipop? Animax, assim, não só afugentou as empresas, que não queriam ter a licença do canal da HBO, como tinha programação infantil de manhã e à tarde, porém não era um canal fácil pra criança achar.

O Animax, resumindo, era um canal que tentou investir num público diversificado e caiu do cavalo. Devia ter seguido o padrão de outras empresas, optando mesmo que quisesse passar animes mais pesados, apenas na madrugada.

4. A falta de um Animax Brasil

O Animax, por mais que falem, continua sendo um canal mais “latino” e menos brasileiro. Somos um povo diferente, e precisamos de blocos personalizados pro Brasil, programas brasileiros durante a programação, tornando o canal mais a nossa cara. Porém, isso tem custo, um custo que o Animax não queria bancar e preferia gravar tudo no México.

Canais como Disney Channel e Nick têm programas no Brasil e ajudam a dar um “jeitinho” brasileiro para o canal. Isso sem contar que, com o sucesso comercial de Turma da Mônica Jovem, a Sony podia ter aberto os olhos e ter encomendado um “anime” pro Mauricio de Souza baseado na turma e atrair um novo público com o primeiro “anime brasileiro”.

5. Os clipes e séries japonesas

Um dos pontos positivos da Sony foi colocar clipes de cantores japoneses no intervalo. Foi a primeira vez no país que pudemos ver cantores como Utada Hikaru, Crystal Kay e Sowelu na televisão brasileira.

Já imaginou um programa de clipes de j-music, com artistas sendo entrevistados? Sim, artistas da Sony Music Japan, que fazem música para Bleach e outros animes da casa, poderiam falar de seu trabalho, do convite de trabalhar em tal anime. Bom, parece que o Animax daqui não pensou nisso.

O que faltou foi um programa de clipes, uma personalização de conteúdo, indo além dos clipes. Talvez até imitando o que outros Animaxen optaram por fazer agora: exibir os doramas em sua programação, por serem derivados de mangá também.

Agora, numa opinião pessoal, eu optaria por trazer os tokusatsus clássicos da Manchete. Pegaria as séries da Focus (que só Jaspion pagou as três) e trataria de colocar à noite no Animax pra pegar os nostálgicos de plantão. Logicamente, a intenção não seria ir atrás de material novo, mas apenas antigo, e caso tivesse retorno (até porque é barato) partiria pra algo novo. Neste caso, séries assim entram no mesmo critério de animes clássicos, trazendo público mais antigo para o canal.

6. Marketing casado

Tendo tantas séries que foram lançadas em mangás no país, fazer só peça publicitária nos mangás da JBC e da Panini não rola. O Animax tinha que fazer promoções de mangás, e até concursos para cada país.

Outra coisa seria oferecer algo diferenciado aos clientes do ramo no Brasil, o que significa atrair clientes como Playarte, Focus, JBC, Panini, Yamato, que produzem produtos e serviços pro Brasil que envolvem animação japonesa e os levar como anunciantes de seu canal.

Além disso, produções da Sony deveriam ter tido lançamentos simultâneos por aqui em DVD, isso sem mencionar empresas como a Focus, que lançou Fullmetal Alchemist no passado, que deveria ser focado no público do canal.

Independente disso, o Animax pertence ao grupo Sony e, como tal, poderia ser usado como meio publicitário da Sony Brasil para o PlayStation 3, a câmera Sony Cybershot, DVDs, Blu-rays da Columbia e muito mais. Porém, você viu algum comercial da própria empresa no canal? Com exceção da câmera do último 007, acredito que não.

Conclusão

Existem ainda muitos argumentos a serem colocados sobre o fracasso do Animax, que principalmente se deve à má administração da empresa no canal na America Latina. Concordo que o canal pode crescer com aumento de séries não japonesas, porém além de inserir, tiraram toda a filosofia do canal e transformaram numa versão genérica ao estilo da AXN.

Logicamente que às vezes isso não é nem culpa de quem ficou responsável pelo canal no Brasil, já que, sendo um canal voltado pra América Latina, às vezes você tem pouca liberdade — ou talvez nenhuma — pra personalizar o canal, e a Sony falhou.

Agora, quem pensa que o Animax é um grande canal, bom, é sim, mas sabe quem é anunciante lá? Empresas ao estilo da Polishop. Se você já assistiu o Animax japonês, deve ter visto aqueles aparelhos de ginástica e outros aparelhos estranhos sendo vendidos no Animax de lá. Então mesmo o canal dando certo no seu país de origem, você pode dizer que também não há anunciantes muito fortes por lá.

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